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A PUREZA DOUTRINÁRIA

 

                O confrade Ary Lex (já desencarnado) , num dos seus livros, intitulado “PUREZA DOUTRINÁRIA”, em sua segunda edição, lançada em 2001, colocou, no cap. 6, um “breve histórico” e uma “avaliação da obra de Roustaing”.

                Assim, começou ele dizendo: “ – Embora muitos não concordem, consideramos a doutrina de Roustaing (...) também uma deturpação do Espiritismo”.E ele explica, porque motivo não dedicou a ela um capítulo especial, na primeira edição: é que não  penetrara ainda, com profundidade, no assunto e não assimilara o pensamento de Herculano Pires, que disse: ‘ a posição científica de Kardec opõe-se à posição vulgar de Roustaing  -  um homem vaidoso que se deixa levar pelos Espíritos mistificadores, aceitando as explicações mais ridículas e absurdas para o esclarecimento de problemas escriturísticos. O grande advogado não passava de um grande ingênuo’ (O Verbo e a Carne, lª edição Cairbar, pág. 56 – 1973).

                Bela explicação!

                Em seguida, ele apresenta um “breve histórico”, relacionado a Jean-Baptiste Roustaing e à obra de que foi responsável.  Transcrevê-lo-emos no próximo número.

                Logo pós, apresenta as “afirmações feitas por Roustaing. (págs. 68 a 71).

                Segue-se a “Refutação de Roustaing”, feita por Deolindo Amorim, Carlos Imbassahy (pai), José Herculano Pires, Júlio Abreu Filho, Durval Ciamponi, Gélio Lacerda da Silva. Mas esqueceu de citar: Luciano Costa, Henrique Andrade e Ricardo Machado.

                Para esclarecer bem o assunto “roustainguismo”, faz uma análise dos absurdos doutrinários contidos em “Os Quatro Evangelhos” de Roustaing.

                Finalmente, faz uma “avaliação” dessa obra. E conclui o capítulo, repetindo o que disse o grande mestre e escritor espírita José Herculano Pires: “É dever dos espíritas sinceros combater a mistificação roustainguista neste alvorecer da Era Espírita no Brasil. Ou arrancamos o joio da seara ou seremos coniventes na deturpação doutrinária, que continua maliciosamente a ser feita. O Cristo agênere é a ridicularização do Espiritismo, que se transforma num processo de deturpação mitológica do Cristianismo...” ( O Verbo e a Carne, pág. 60).

                Fechando com chave de ouro esse cap. 6 do seu livro “PUREZA DOUTRINÁRIA”, Ary Lex, que não é suspeito porque seu pai, Fausto Lex, era roustainguista, declara: “Esta é a nossa posição, apoiado nas Obras Básicas de Allan Kardec e nos estudos de seus mais fiéis seguidores, contra o roustainguismo, uma das piores deturpações do Espiritismo.

NOSSO COMENTÁRIO      

            Muito bem, Dr. Ary Lex, concordo plenamente com o senhor. Esta é também a minha posição, como foi a de Severino de Freitas Prestes Filho, meu saudoso e querido Pai, meu Mestre e meu grande amigo.