ofplogo.gif (4994 bytes)    O QUE É


        Sempre desejamos escrever artigos para os jornais e revistas existentes em nossa comunidade espírita nacional. Chegamos mesmo a redigir alguns que foram enviados para vários periódicos. Mas não foram publicados, porque quase sempre continham críticas ao movimento espírita, principalmente contra a Federação Espírita Brasileira (FEB), que, desde sua fundação, em janeiro de 1884, defende e divulga uma doutrina antikardecista, que é o roustainguismo.

        A FEB constitui um poder ou comissão central e se auto-intitula "Casa Mater do Espiritismo". Ela tem suas ramificações em todo o território nacional, pois cada Estado constitui uma "Federativa". Juntas formam o chamado "Conselho Federativo Nacional", cujo Presidente é o Presidente da FEB. Destas Federativas, algumas são roustainguistas, outras não, mas todas estão intimamente ligadas ao poder central pelo princípio da "unificação" estabelecido pelo "Pácto Aureo" de 1949. Assim, embora haja divergências doutrinárias, ninguém ousa se levantar contra a FEB, sob pena de ser visto como rebelde, provocador de casos, desordeiro.

         A FEB, logo no início, estabeleceu em seu estatuto, a obrigatoriedade de ser roustainguista todo aquele que se candidatar para o cargo de Presidente, que é eleito pelo Conselho Superior, cujos membros têm que ser também roustainguistas. De modo que, desde sua criação, só tivemos roustainguistas na presidência da FEB. Somente o atual, Sr. Nestor Mazotti, parece que não é, mas, se aceitou ser dirigente máximo da FEB, assumiu também o compromisso de respeitar o roustainguismo dentro da Instituição. Temos assim, na entidade máxima do Espiritismo nacional, um desrespeito flagrante a um dos mandamentos de Jesus, que disse que "não se pode servir ao mesmo tempo a dois senhores, ou seja, a Deus e a Mamon". Pois bem, a FEB serve ao mesmo tempo a Kardec e a Roustaing, que defendem teses diametralmente opostas.

        É claro que, dentro do movimento espírita nacional, sempre houve aqueles que não concordam com isto e sempre se rebelaram contra a direção da FEB, por ser ela roustainguista. Podemos citar vários nomes: Ricardo Machado, Henrique Andrade, Júlio Abreu Filho, J. Herculano Pires, Luciano Costa, Gélio Lacerda da Silva, e muitos outros já desencarnados. Entre os ainda vivos, temos: Jorge Rizzini, Nazareno Tourinho, Wilson Garcia, Jaci Regis, todos com livros publicados contra a FEB e o roustainguismo. Eu me situo entre estes últimos. Sou também antiroustainguista e, portanto, filiado ao movimento que não se conforma com esse estado de coisas imposto pelo poder central. E, como os artigos antiroustainguistas que escrevo, geralmente não encontram receptividade na imprensa espírita, resolvi lançar o meu próprio jornal "O FRANCO PALADINO", que tem plena liberdade de expressão, pois não está preso ou ligado a nenhuma instituição, muito menos àquelas que não querem o confronto com a FEB. Por isso é que meu informativo mensal tem como subtítulo: "Órgão de divulgação do Espiritismo e de combate ao roustainguismo e ao laicismo". Sim, laicismo também, porque este movimento pretende acabar com o lado religioso do Espiritismo, o que não é possível, de acordo com o pensamento kardecista.

        Aí está, portanto, em poucas palavras, o que é o meu "O FRANCO PALADINO", que, a princípio se chamava apenas "PROCLAMAÇÃO" e a partir do ano 2000 passou a chamar-se    "O FRANCO ATIRADOR", título que vigorou até o mês de junho de 2003.

                                                                                                 Erasto de Carvalho Prestes
                                                                                                 Junho/2003

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